O Brasil, maior produtor e exportador de café, em nível mundial, apenas no mês de dezembro de 2018, exportou o equivalente a 3,83 milhões de sacas, volume que representa um acréscimo de 26,7%, se comparado com o mesmo mês do ano anterior. E, nos últimos três meses desse ano, as exportações brasileiras atingiram um total de 11,44 milhões de sacas, o que confere uma média mensal de 3,81 milhões de sacas no período. O total das exportações dos Cafés do Brasil em 2018 somaram 35,15 milhões de sacas de 60kg, volume 13,7% maior que o ano anterior.

Essa performance positiva das exportações brasileiras de café é atribuída principalmente à safra recorde de 2018, a qual foi de 6l,66 milhões de sacas de 60kg, conjugada com a questão da depreciação da moeda brasileira, em relação ao dólar norte-americano, fatores que somados tornaram as exportações do País mais competitivas. Além disso, a safra brasileira também ocorreu em um ano de bienalidade alta dos cafés arábicas, fenômeno fisiológico da planta que alterna maior produção numa safra com menor na seguinte. Assim, nesse ano objeto de análise, as exportações de cafés arábicas somaram 30,86 milhões de sacas e as de cafés robusta 4,29 milhões de sacas, totalizando 35,15 milhões de sacas, com uma média mensal de 2,92 milhões de sacas de 60kg.

Esses dados e números, ora em destaque e objeto desta análise, relativos ao desempenho dos Cafés do Brasil, além de vários outros do panorama da cafeicultura mundial, foram extraídos do Relatório sobre o mercado de Café janeiro 2019, da Organização Internacional do Café – OIC. As edições desse Relatório, que é divulgado mensalmente, desde julho de 2014, estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Em relação ao contexto global da cafeicultura, mencionado Relatório da OIC também demonstra que em dezembro de 2018 as exportações mundiais de café totalizaram 10,43 milhões de sacas, volume que suplantou em 0,9% as de dezembro de 2017. Ainda nesse contexto, as exportações dos cafés ‘Naturais Brasileiros’ e ‘Suaves Colombianos’ aumentaram 19,1% e atingiram 3,95 milhões de sacas; e os ‘Suaves Colombianos’ 8,9%, ao atingir 1,42 milhão. Em contrapartida, as exportações dos ‘Outros Suaves’ caíram 11,8%, ao somar 1,67 milhão de sacas, assim como os Robustas caíram 11,3%, e totalizaram 3,39 milhões, conforme os tipos de cafés na classificação da OIC.

Nesse mesmo contexto global, conforme os dados divulgados no Relatório sobre o mercado de Café janeiro 2019, nos três primeiros meses (outubro, novembro e dezembro) do ano cafeeiro 2018-2019, da Organização, o total exportado aumentou 8,1% e atingiu 30,91 milhões de sacas. Além disso, as exportações de todos os tipos, com exceção dos Outros Suaves, aumentaram em relação aos três primeiros meses do ano cafeeiro 2017-2018, pois os maiores embarques foram dos cafés Naturais Brasileiros, que aumentaram 21% e somaram 11,7 milhões de sacas. Quanto às exportações dos Suaves Colombianos, houve aumento de 5% (3,97 milhões de sacas), enquanto que as dos Robustas aumentaram 4,5% (10,28 milhões de sacas). Por fim, as exportações dos Outros Suaves diminuíram 6,4% e atingiram 4,96 milhões de sacas.

Fonte: Embrapa