* Artigo por Alberto Meneghetti é sócio da Moove e membro da Diretoria da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio – ABMRA.

Semana de Expodireto terminou quebrando todos os recordes de público (com a expectativa de que mais de 230 mil pessoas compareçam à feira)e as empresas do segmento agro vendo o copo meio cheio. Ao mesmo tempo, as notícias que gritam em todos os grandes jornais brasileiros reforçam que o crescimento anual da indústria como um todo volta a se aproximar do zero, como mostram dados de janeiro, segundo o IBGE. E isto tira ainda mais água da parte do copo meio vazio. Mais uma vez, parece que o agronegócio brasileiro anda na contramão do pessimismo generalizado com a pasmaceira econômica, que custa a engrenar.

Mas nesta grande feira que aconteceu, com imenso sucesso, em Não-Me-Toque (RS), as 2 palavras que mais se escutam por aqui são as mesmas dos últimos anos: Produtividade e Tecnologia. Uma não vive mais sem a outra. E as empresas do setor não perdem tempo e estão completamente focadas em tecnologia e inovação, não por um simples modismo, mas porque é isto que os milhares de produtores rurais estão atrás. Soluções para seus enormes desafios e que utilizem os recursos ambientais de forma eficiente e sustentável. E só isto explica como a produção agrícola deve crescer 70% até 2050, segundo analistas.

Há mais e mais pessoas vivendo com a mesma quantidade de terra para plantar. Nos últimos 45 anos, o Brasil se transformou de importador em um dos maiores exportadores de alimentos, utilizando apenas 9% de seu território. Em qualquer feira que participamos, por este imenso Brasil, o que mais se vê são milhares de novas empresas, muitas delas startups, reimaginando a agricultura brasileira, com uma rapidez nunca vista nos processos, ousadia e muita inovação, sem descuidar do meio ambiente. Mecanismos de agricultura de precisão, drones, programas de gestão da propriedade, inteligência artificial aplicada e manejo da produção estão entre as ferramentas apresentadas por estas empresas e que estão fazendo a diferença no campo.

O front parece o mesmo, mas nada mais será como antes. O que é muito bom para este novo Brasil.