ABMR&A anuncia tema do IX Congresso Brasileiro de Marketing Rural e Agronegócios

Sustentabilidade e Diferenciação na Cadeia do Agronegócio é o tema do IX Congresso Brasileiro de Marketing Rural e Agronegócios.

O anúncio foi feito segunda-feira, 14 de maio, em coletiva à imprensa, por Mauricio Mendes, presidente da ABMR&A (Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio), entidade realizadora do evento. A edição do ano passado teve como tema central Os desafios do Marketing do Agronegócio: do Produtor ao Consumidor, e segundo Mendes,  “o tema não se esgota, e nesse ano vamos discutir a sustentabilidade e o marketing no Agronegócio. A ideia é percorrer novamente o espectro total da cadeia produtiva do agro, com ênfase na sustentabilidade das empresas”.

O IX Congresso Brasileiro de Marketing Rural e Agronegócios acontecerá durante os dias 7 e 8 de agosto de 2012, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, durante a Agrinsumos e Induspec Expo&Business, feira de insumos, serviços e logística para o agronegócio, quando, também, estará acontecendo o II Congresso da Andav – Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários. No primeiro dia, 7 de agosto, será realizada uma plenária em conjunto com o II Congresso da Andav, quando estarão reunidas entre 800 e 1.000 pessoas para debater as consequências da Rio+20  e o Código Florestal. Acontecerá, também, um debate mais estratégico, que discutirá tendências para o agronegócio com expoentes do setor como o ex-ministro Roberto Rodrigues, Alexandre Mendonca de Barros, Dra Samantha Pineda, entre outros.

No segundo dia, 8 de agosto, as apresentações serão dirigidas somente ao público específico do IX Congresso Brasileiro de Marketing Rural e Agronegócios, centradas nas empresas e entidades do setor.  “Teremos cases de agroindústrias de alimentos explorando o relacionamento sustentável com seus produtores agrícolas ; o marketing utilizado por produtores que decidiram diferenciar produtos, antes commodities; serão discutidos ainda os desafios do setor Agro na comunicação com a sociedade, como ocorre com o setor de defensivos, código florestal, etc.”, acrescenta o presidente da ABMR&A.

Para Mauricio Mendes, a contribuição do marketing rural para a questão da sustentabilidade é fundamental. Primeiro por uma questão lógica e geográfica: “entre todos os setores da economia, o que está mais próximo do meio ambiente é o agronegócio e, por isso, é o setor mais alvejado por aqueles que entendem que a agricultura e a pecuária são responsáveis por todas as mazelas do meio ambiente. Então, à medida que comunicamos à sociedade como um todo sobre o que a agricultura e a pecuária fazem em prol do meio ambiente, isso torna o marketing rural relacionado à sustentabilidade cada vez mais importante”, finaliza Mendes.

Nos próximos dias a ABMR&A anunciará a programação final com temas e palestrantes convidados.

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Desenvolver preservando para… preservar o desenvolver

Marcos Fava Neves

O Código Florestal vem sendo discutido em muitas audiências há anos e foi finalmente aprovado pela sociedade, representada por seu Congresso. Muitos brasileiros e parte da imprensa aproveitaram o momento para contrapor a agricultura com o ambiente, gerando um grave dano à imagem da agricultura e promovendo a discórdia.

O mais recente caso, estimulador deste texto, é o debate editado pelo respeitável jornal Valor Econômico (04/05/12), consolidado por três jornalistas. Explicando ao leitor que não teve acesso ao conteúdo, é feita uma chamada na capa com o título “empresários defendem veto a Código Florestal” e a matéria é um debate de respeitáveis executivos e cientistas com trabalhos na área econômica, social e ambiental, advindos de uma Fundação de preservação de matas, uma empresa de cosméticos, de embalagens cartonadas, uma produtora de papel e uma telefônica, além de um cientista da USP.

Sintetizo minha análise em 4 blocos: as principais proposições vindas deste debate; os principais aprimoramentos necessários às visões; as contribuições à imprensa e as considerações finais.

Entre as principais proposicões, temos interessantes ideias. Destacam-se as oportunidades que se abrem ao Brasil de liderar uma nova pauta da economia verde, do menor carbono, de certificações e pagamentos por serviços ambientais. Levantam a ideia de que é necessário produzir mais com menos recursos, reduzir as perdas  (estimadas em mais de 20% da produção) e acreditam que com gestão a produtividade pode aumentar. Temos que pensar 100 anos à frente.

Também aparecem a importância de se recompor o orçamento da EMBRAPA e de outros órgãos de pesquisa, sair da clivagem “desenvolvimento x sustentabilidade” e “natureza x urbano”. Chamam a atenção para os gargalos de infraestrutura, para a necessidade de incentivos na correção do que foi feito de errado em desmatamento.

Utilizar a Amazônia como uma fonte de riquezas da biodiversidade lembrando do direito de pessoas que vivem nestas regiões terem atividades econômicas e desenvolvimento. Lembram também da necessidade de se votar medida provisória que dá acesso a patrimônio genético, a necessidade de se extrair mais renda da visitação das áreas preservadas, se recuperar mais as áreas degradadas e investir no turismo. Destacam-se também as iniciativas de criação dos corredores de biodiversidade entre áreas de reserva legal e APPs.

A segunda parte deste meu texto são os aprimoramentos de visão necessários, por aparecer, em alguns momentos, um desconhecimento do que é o agro brasileiro. Serão apresentadas aqui as frases colocadas no debate, em itálico, sendo algumas agrupadas, e as minhas observações logo após.

“…O código deixou o Brasil na era medieval…”, “…o texto que foi votado é terrível…”.

Esta visão é parcial. Existem melhorias reconhecidas por cientistas no documento e ele tem benefícios de eliminar uma grave insegurança jurídica que assola as propriedades.

“…A expansão da área agrícola é única solução proposta e não se fala uma palavra de produtividade…”; “…O Brasil vai perder o jogo da produtividade, da tecnologia e da inovação e aí vem a solução fácil: derruba mais um pouco de floresta e aumenta a área plantada…”; “…não precisa derrubar mais nada… tem muita área já derrubada…”.

Estas colocações não estão bem feitas. Os cientistas e agricultores brasileiros vêm lutando ferozmente pelo aumento da produtividade. Enquanto no mundo cai a produtividade, no Brasil ela cresce quase 4% ao ano e 50 milhões de hectares foram poupados graças a este esforço. Também é um equivoco achar que precisamos derrubar mais árvores para expansão da produção. Existe parte dos 200 milhões de hectares de pastagens que podem ser usados para futuras áreas agrícolas.

“…A questão dos alimentos não é de produção, é de escoamento…”.

Sem dúvida há muita perda na logística, mas aqui também existe um desconhecimento do que acontece no mundo asiático e africano que cresce a mais de 6% ao ano. A FAO estima que teremos que dobrar a produção em 30 anos, graças ao aumento da população, urbanização (90 milhões de pessoas por ano vão para as cidades), distribuição de renda, biocombustíveis (nos EUA usam 130 milhões de toneladas de milho) e outros fatores. O Brasil é primordial para isto, dito pela UNCTAD e FAO (ONU).

“…Vamos para a Rio + 20 com cara de vergonha…”.

Como já escrevi em outros textos, a vergonha dos cientistas e participantes brasileiros na Rio + 20 não será com o Código Florestal, mas sim em explicar ao mundo porque destruímos o combustível renovável mais respeitado, que é o etanol de cana, aqui dentro do Brasil. É a pergunta que me fazem cientistas internacionais.

“…Estamos exportando commodities de baixíssimo valor agregado…”.

Nesta colocação temos um grave equívoco, até uma ofensa aos produtores e industriais brasileiros. Existe enorme conteúdo tecnológico trazido pelos nossos cientistas dentro de um grão de soja, de café, de um litro de etanol, de suco de laranja, de celulose, de açúcar, de carne bovina. Fora isto, estamos cada vez mais exportando comidas prontas e embaladas.

Os termos de troca são cada vez mais favoráveis as commodities. Vivemos a era das commodities, e chamar nossa pauta de baixo valor agregado chega a ser ingênuo.

“…O projeto votado agora vai contra a maioria da população, que não quer hoje o desmatamento, não quer a redução da floresta nas margens dos rios…”; “…tem quatro brasileiros de cada cinco que estão a favor da Presidente para o veto…”.

Eu desconheço estas pesquisas, e também não creio que foi aprovado um Código Florestal que estimula o desmatamento de novas áreas. É uma mensagem errada que está se passando a população. O agro para se desenvolver, não precisa desmatar.

Na terceira parte deste meu texto tenho algumas contribuições a apontar à imprensa. A primeira vai no sentido de, em debates, equilibrar as opiniões. Neste caso, chamar pessoas que acham que o Código Florestal, com todos os seus problemas, representou avanços ao Brasil. Poderiam ter sido convidados representantes da ABAG, do ICONE, da Cooxupé, da Coamo, da Cosan, da Bunge, da BRF, do Congresso (Deputados Aldo Rebello ou Paulo Piau), de Sindicatos de Produtores, de Trabalhadores.

A segunda é que a manchete dada reflete uma generalização de algo que não é generalizável. Uma pessoa que apenas lê “empresários defendem veto a código florestal”, e boa parte do Brasil lê apenas manchetes, é levada a pensar que houve ampla pesquisa quantitativa e que o setor empresarial brasileiro é contra o Código, quando na verdade isto é fruto do debate de apenas 6 pessoas. Isto as vezes acontece na imprensa, um título (manchete) que tenta generalizar algo que não é generalizável. É preciso cuidado nisto.

A ilustração principal da matéria é uma árvore sendo cortada com uma motosserra. Para sermos mais equilibrados, melhor contribuição seria se a matéria tivesse o título de “sugestões de aprimoramentos ao código” e a imagem fosse propositiva, com equilíbrio de produção e lindas matas, e são inúmeras as imagens no Brasil de propriedades agrícolas certificadas internacionalmente. Apresentar uma mortal imagem de árvore com motosserra foi danoso ao agro. É necessário parar com o “ruralistas x ambientalistas”, esta contraposição é danosa ao desenvolvimento equilibrado do Brasil e é estimulada pela própria imprensa.

Como conclusões, por mais que este processo seja criticado, o código foi democraticamente aprovado pela sociedade brasileira e seus representantes, no Senado e na Câmara.

Na minha singela opinião, pressionar a Presidente para vetar este Código é uma afronta à sua pessoa e à democracia. Dizer que é a principal decisão de seu Governo, ou frases do tipo “vou cair da cadeira se a presidente Dilma não vetar” ou “Dilma escreve o nome dela na história de uma maneira ou de outra: com tintas vermelhas ou tintas azuis” não contribuem.

Este código deve ser aprovado e iniciarmos já os debates para uma próxima versão mais moderna e contemporânea, para ser novamente aprovada daqui 5 ou 10 anos. É preciso avançar sempre, debater sempre e respeitar sempre.

Finalizo dizendo que tenho oportunidade de viajar uma vez por semana e fazer pesquisa com produtores e industriais do setor agro em todos os cantos do Brasil. É necessário sairmos dos nossos escritórios seguros e refrigerados dos grandes centros urbanos, ir ao campo e ouvir esta gente. É destas viagens e pesquisas que vêm nossos textos e livros propositivos.

Conversar, principalmente escutar e sentir a luta do nosso produtor contra o arcaico sistema trabalhista, tributário, logístico, ambiental, sua luta contra a taxa de juros, a falta de crédito, o câmbio, as intempéries climáticas, sua luta contra as pragas e doenças e ouvir atentamente os casos de assaltos e violência aterrorizando as famílias do campo.

Lembrar que o jornal Valor do mesmo dia coloca em seu editorial a preocupação com a rápida deterioração da balança comercial brasileira. Vale ressaltar que esta gente da agricultura vai exportar, em 2012, US$ 100 bilhões e importar US$ 20 bilhões, deixando um saldo de US$ 80 bilhões ao Brasil.

Em 2000 exportávamos US$ 20 bilhões no agro. A exportação cresceu 5 vezes em 10 anos. Renomadas revistas mundiais com a Economist, a Time, Chicago Tribune, Le Monde deram enorme destaque e chamaram isto de silenciosa revolução do campo brasileiro. Quem viaja sabe que temos muito poucos setores admirados lá fora, e este é um setor que joga na primeira divisão mundial.

Se o Brasil vai fechar 2012 com um saldo de apenas US$ 15 bilhões, uma conta simples mostra que sem esta gente do campo, a balança brasileira pularia do saldo de US$ 15 bilhões para um deficit de US$ 65 bilhões. Cairia por terra o Real, voltaria a inflação, cairia a arrecadação de impostos e desapareceriam milhares de postos de trabalho. E também precisaremos devolver nossos microcomputadores, tablets, carros, e todos os outros 25% dos produtos que consumimos, que são importados. Vai também faltar dinheiro para usar perfumes, telefones, cadernos, livros e produtos com embalagens cartonadas.

É preciso respeitar quem traz o caixa do Brasil, quem traz a renda do Brasil, que depois é distribuída fartamente em todos os cantos. É injusto associar esta gente a desmatamento, a motosserra, a destruição, com opiniões dadas sem maior fundamento.

O Brasil terá nos próximos 20 anos a maior e melhor agricultura do mundo, trabalhando dia e noite para ser a mais sustentável nos pilares econômico, ambiental e social. O mundo implora ao Brasil para atender à explosão de demanda por alimentos e bioenergia. Podemos tranquilamente exportar US$ 200 bilhões em 2020 e US$ 300 a 400 bilhões em 2030. Vamos deixar esta gente do campo trabalhar e tentar ajudar.

Temos que aumentar a produtividade, plantar em novas áreas de maneira sustentável, investir em pesquisa, ciência e inovação e caminhar para construir esta agricultura, este “agro-ambiental”, com ideias, nos desenvolvendo com preservação e, com isto, preservando nosso desenvolvimento.

O verdadeiro e mais forte “código” será cada vez mais dado pelo mercado consumidor, fortalecido pelas novas mídias sociais e que caminha rapidamente para não aceitar produtos que não obedeçam certificações respeitadas internacionalmente.

Gerar a discórdia e desrespeitar o agricultor, que é quem coloca a comida na mesa e enche o nosso bolso de dinheiro não deve ser um objetivo dos verdadeiros brasileiros.

MARCOS FAVA NEVES é professor titular de planejamento e estratégia na FEA/USP Campus Ribeirão Preto, Chefe do Departamento de Administração e coordenador científico do Markestrat. Tem 25 livros publicados em 8 países.

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Informa Economics FNP – Folha de S.Paulo: Problema do cancro cítrico tem de ser tratado com seriedade

MAURICIO MENDES

ESPECIAL PARA A FOLHA

A formação do Conselho dos Produtores de Laranja e das Indústrias de Suco (Consecitrus) ocupou espaço na mídia dedicada à citricultura. A composição do conselho formada pela Citrus BR (associação das indústrias) e pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) é parcial, já que parte dos atores da cadeia produtiva, como a Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo) e as associações de produtores não aderiram ao conselho. Assim mesmo, é uma evolução.

Entre as várias missões do Consecitrus está o problema do cancro cítrico. Considerada doença quarentenária, o mal é causado por bactéria e, assim, de difícil controle.

A doença tem legislação própria para o Brasil. Pela lei, frutas de Estados que apresentam o mal não podem ser comercializados com Estados livres da doença.

O Estado de São Paulo teve, por décadas, um sistema de controle eficiente. O Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) mantinha uma equipe para fazer os levantamentos de plantas sintomáticas nos pomares do cinturão citrícola, e a Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo cuidava para que os focos fossem eliminados.

Ocorre que o convênio entre as duas instituições não foi renovado e o resultado é o aumento da doença. Entre 2000 e 2009, o índice de talhões infectados ficou abaixo de 0,2%. Em 2010, já sem o convênio, chegou a 0,44%, passando para 1% em 2011.

Para que a doença volte aos níveis de controle toleráveis, o convênio deve ser reativado. Mas o custo politico é significativo, já que a erradicação de pomares desagrada aos produtores atingidos. Outro ponto contra é a indenização paga pelos pomares erradicados, que, segundo os produtores, é insuficiente e lenta. Além disso, há os que defendem a possibilidade da convivência com o problema, abolindo assim a erradicação de focos afetados.

É preciso que técnicos e autoridades do setor analisem o assunto com profundidade, não deixando que questões pontuais e localizadas interfiram numa solução que poderá manter nossa citricultura economicamente saudável no longo prazo. É um desafio para o setor, e o Consecitrus tem a grande chance de mostrar que veio para agir estrategicamente em prol do setor.

MAURICIO MENDES é presidente da Informa Economics FNP e da ABMR&A e consultor do CGonci.

Tags: Citricultura,Informa Economics FNP,CGonci,ABMR&A,Consecitrus

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Diretora Jurídica da APCGIL fará nova palestra para criadores paulistas de Gir Leiteiro.

A titular da Essência Agropecuária e diretora jurídica da Associação Paulista dos Criadores de Gir Leiteiro (APCGIL), dra. Dalila Galdeano Lopes, fará, mais uma vez, palestra para divulgar o Gir Leiteiro paulista para criadores do Estado.

A criadora foi convidada pelos coordenadores da 5ª Expo Bilac (Exposição Agro Comercial e Industrial de Bilac), no interior paulista, que acontecerá entre os dias 27 a 30 de abril, para dar uma palestra aos criadores de Gir Leiteiro da região, no dia 29, às 10h30, no recinto de exposições.

“Fico muito honrada com esse convite e também por ter, novamente, a oportunidade de poder falar sobre os caminhos do Gir Leiteiro e os benefícios que essa raça pode proporcionar a todos aqueles que desejam progredir na pecuária leiteira nacional”, argumenta a criadora.

Fonte: Assessoria de Imprensa Grupo Publique

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UNICA anuncia Antonio de Padua Rodrigues como Diretor-Presidente interino

São Paulo, 24 de abril de 2012 – A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) anunciou hoje a indicação, por seu Conselho Deliberativo, do diretor técnico Antonio de Padua Rodrigues como diretor-presidente interino da entidade. Ele ocupará o cargo até a indicação de um novo diretor-presidente em substituição a Marcos Jank, que anunciou sua saída da entidade há cerca de um mês, no dia 27 de março, e hoje oficializou seu desligamento durante reunião do Conselho Deliberativo. O processo de seleção do novo executivo está em andamento.

Com mais de 30 anos de atuação no setor sucroenergético, Antonio de Padua Rodrigues, ou “Padua” como é mais conhecido, integra a equipe da UNICA desde 1990 e exerce o cargo de diretor técnico desde 2003. Sua carreira inclui passagens pelo Planalsucar, o Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-Açúcar, onde foi Coordenador de Administração e Finanças e pelo Ministério da Indústria, Comércio e Tecnologia, onde foi Supervisor Administrativo-Financeiro dos projetos financiados pela STI, a Secretaria de Tecnologia Industrial. De 1983 a 1990, atuou como consultor e participou da implantação, junto aos fornecedores de cana, do Sistema de Pagamento de Cana por Teor de Sacarose (SPCTS).

Jank assumiu a presidência da UNICA e de seu Conselho Deliberativo em julho de 2007 e liderou um período de importantes realizações para o setor sucroenergético. Os avanços incluem a intensificação do dialogo com todas as esferas governamentais, diversas conquistas voltadas para as áreas trabalhista, ambiental, social e regulatória, e o estabelecimento de uma forte presença internacional, com a abertura de escritórios em Washington e Bruxelas. A ação foi fundamental para a não renovação, no final de 2011, da elevada tarifa imposta pelos Estados Unidos ao etanol importado. A UNICA também adotou uma postura proativa para a comunicação, expandindo o atendimento a demandas de veículos brasileiros e internacionais e realizando iniciativas que produziram ganhos para a imagem do setor no Brasil e no exterior, como as edições de 2009 e 2011 do Ethanol Summit e o premiado Projeto AGORA.

“Foi uma grande honra servir a um setor tão fundamental para a vida nacional e cada vez mais vital para o mundo, devido à crescente gama de soluções de baixo carbono que vem da cana-de-açúcar. O futuro do setor é muito promissor, e tenho certeza que o trabalho realizado até aqui será uma base sólida para os avanços que veremos daqui para a frente,” afirmou Jank, que antecipou sua saída da UNICA para poder atender a convites nacionais e internacionais ligados a seus próximos passos na vida profissional.

“Queremos registrar o nosso agradecimento ao Marcos por seu trabalho intenso e abrangente no comando da UNICA desde 2007, impactando a realidade do setor sucroenergético em inúmeras frentes, dentro e fora do Brasil. Desejamos a ele muito sucesso nos novos desafios que já se desenham em seu futuro,” disse o presidente do Conselho Deliberativo da UNICA, Pedro Parente.

União da Indústria de Cana-de-Açúcar

Sugarcane Industry Association

São Paulo, Brasil

Fone: + 55 11  3093 4949 / 2588 0330 Fax: + 55 11 3812-1416

www.unica.com.br

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Sacolinhas de cana e milho

Originários do agro, produtos renováveis são alternativa verde ao plástico tradicional

Júnior Milério

Da fila do supermercado, na mesa do jantar, ao ambiente de trabalho, nos últimos tempos o assunto “sacolinhas plásticas” tem sido presença constante nas conversas. O costume corriqueiro de chegar ao caixa e embrulhar sua compra tem dado o que falar. E a dimensão do tema é grande.

Segundo dados divulgados pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), ao longo de 2011 foram utilizadas cerca de 21,5 bilhões de sacolas plásticas no Brasil, e no Estado de São Paulo, pelo menos 6,6 bi. ”Em média, uma família paulista usa 518 sacolas ao ano, e um indivíduo, 162″, afirma o diretor de sustentabilidade da Apas, João Sanzovo.

Mas no dia 03 de fevereiro uma decisão foi tomada, “os supermercados vinculados a nós estavam proibidos de vender ou distribuir sacolas descartáveis”, relembra o especialista. “Mas todas as opções consideradas ‘verdes’, ou seja, oriundas de fontes renováveis como o amido de milho e a cana-de-açúcar, são mais amigáveis ao meio ambiente, e podem ser utilizadas”, assinala Sanzovo. “Para as compras no supermercado, as sacolas reutilizáveis são as mais indicadas.”

Plástico verde
As restrições aos produtos de origem mineral (leia-se, especialmente o petróleo) aumentam a cada dia e, segundo Alysson Paolinelli, presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), “um dos maiores benefícios do produto à base deste cereal é que em até 12 meses ele já se degradou, sendo que o propileno do petróleo, leva mais de 200 anos para sumir”.

Segundo Paolinelli, o milho é o cereal mais produzido no mundo e a demanda industrial pelo grão tem aumentado, conforme cresce o desenvolvimento de novos produtos, que atendam tendências de consumo e exigências da sociedade. “Não só para sacolas, mas o amido de milho é útil para a produção de outros plásticos também”, explica.

DivulgaçãoDivulgação

Matéria-prima à base de cana-de açúcar utilizada na produção do plástico verde

Por sua vez, a Braskem tem a maior unidade industrial de eteno ou etileno derivado de cana-de-açúcar do mundo. E isto permite a produção de 200 mil toneladas de polietileno verde ao ano. “Pode-se dizer que o plástico verde da Braskem é feito de CO2, capturado da atmosfera na fotossíntese da cana”, afirma o presidente da empresa, Bernardo Gradin. E entre os clientes da Braskem neste segmento estão marcas como Tetra Pak, Natura, Johnson & Johnson e Procter & Gamble.

Iniciativas ecológicas
Quem passar pela rua Oscar Freire, local badalado da capital paulista, vai se deparar com uma iniciativa “ecologicamente correta”. A associação dos lojistas optou por abastecer as lixeiras da rua com sacos de lixo fabricados com plástico verde.

“A matéria-prima que utilizamos é 100% originária da cana-de-açúcar”, explica Rafael Costa, diretor da Embalixo, empresa responsável pela novidade. Além disso, os comerciantes também utilizam o produto para depositar o lixo gerado pelos seus estabelecimentos. São aproximadamente 150 lojistas que, no total, usam cerca de 1,2 mil sacos de 50 litros e 600 de 100 litros, semanalmente.

Segundo Costa, a ideia é fazer da Oscar Freire uma “Rua Verde”. “Queremos mostrar que é possível praticar responsabilidade socioambiental gerando trabalho e renda para as cooperativas de catadores e retornando os materiais recicláveis para a cadeia produtiva”, diz o empresário.

Outro bom exemplo é o adotado desde 2009 pela Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. As 18 unidades da “Farmácia Dose Certa”, que distribuem medicamentos básicos gratuitamente à população, têm utilizado sacolas de plástico reciclado, produzido com uma substância chamada d2w, que reduz o tempo de decomposição de até 40 anos para um ano e meio.

Fonte: http://www.souagro.com.br/sacolinhas-de-cana-e-milho

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Redescobrindo o Brasil

Na semana do descobrimento, histórias de regiões que descobriram no agro uma chave para o desenvolvimento

Lívia Andrade

Mapitoba. Você faz ideia do que isso significa? A palavra nada mais é que as iniciais dos Estados considerados novas fronteiras agrícolas: Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, mais especificamente o oeste baiano. Até o final dos anos 90, tais regiões não eram sequer consideradas pelos agricultores em função de suas características climáticas e de solo. Mas tudo passou a ser possível depois da revolução do cerrado dos anos 70.

Até aquele momento, o Centro-Oeste brasileiro era desprezado por conta dos solos ácidos, clima quente e chuva escassa. Havia até um jargão: “Cerrado só dado ou herdado”.  Mas em 1971 foi criada a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a grande responsável pela propagação do conjunto de tecnologias (a correção dos solos com fertilizantes aliada a utilização de sementes adaptadas à região e à técnica conservacionista do plantio direito, que mantém a palhada no solo, preservando a matéria orgânica e impedindo a erosão), que permitiu a produção no cerrado.

José Medeiros

José Medeiros

O agro ajudou muitos Estados a descobrir novas aptidões, fortalecer sua economia e melhorar a qualidade de vida de sua população

Aquele foi o período histórico marcado pelos militares no poder, época do Plano de Integração Nacional cujo lema era “Integrar para não entregar”.  Como forma de incentivar a colonização do Centro-Oeste, Nordeste e Norte do País, o governo federal, via Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), deu incentivo a empresários interessados em investir nessas localidades.

“Ao invés da pessoa pagar o imposto de renda ao governo, ela podia direcionar o dinheiro para um projeto nessas regiões”, diz Frederico Krakauer, produtor de soja no Mato Grosso e neto de José Aparecido Ribeiro, empresário paulista do ramo imobiliário – falecido em 1994 – que apostou na agricultura e pecuária na região.

Ribeiro foi o grande responsável pela colonização de Nova Mutum, hoje um dos maiores polos produtores de grãos do Mato Grosso. “Meu avô fez diversas viagens ao Sul do Brasil para apresentar a região aos agricultores gaúchos e convencê-los a vir para cá”, diz Krakauer.

Aquela foi uma época de abertura de terras, um desmatamento incentivado pelos interesses do governo, que tornou o Centro-Oeste no grande celeiro de grãos do Brasil. Só para se ter uma ideia, a produtividade de soja na região saltou de 30 sacas por hectare na década de 70 para uma produtividade média de 55 sacas por hectare nos dias atuais.

Novas Fronteiras
No final da década de 90, os empresários rurais começaram um novo movimento de expansão, dessa vez em direção do oeste baiano. “De lá para cá, foram expandindo para o Mapito, mas isso só aconteceu porque o Brasil desenvolveu novas tecnologias que permitiram à incorporação de novas áreas”, diz José Vicente Ferraz, diretor-técnico da Informa Economics FNP.

Ferraz se refere às tecnologias de produção no cerrado, porque as novas fronteiras todas são em área de cerrado. “Infelizmente há um equívoco brutal quando se chama algumas dessas áreas de região amazônica. Existe cerrado na Amazônia”, explica. Movidos pelo aumento da demanda de alimentos, que puxou para cima o preço das commodities, e pelo baixo custo da terra, muitos produtores compraram fazendas nessas regiões e a produção está de vento em poupa.

“Em determinadas áreas, a produtividade da soja é de 60 sacas por hectare, maior que no Mato Grosso”, diz Ferraz. Para a população dessas cidades, a chegada do agro é sinal de desenvolvimento econômico e melhor qualidade de vida. Para os agricultores empreendedores, a infraestrutura é sempre um gargalho, mas é o preço do pioneirismo recompensado décadas depois quando o valor da terra sobe de patamar.

Fonte: http://www.souagro.com.br/redescobrindo-o-brasil

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Usina São João: um caso bem sucedido de recuperação de APP

Seg, 23 de Abril de 2012 00:00 Última atualização em Seg, 23 de Abril de 2012 16:13 Escrito por Equipe RedeAgro

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Crédito da Foto: Usina São João

Fundada em 1944, no município de Araras (SP), a Usina São João é um dos grandes exemplos de engajamento na recuperação de Área de Preservação Permanente (APP). Desde 1998, a usina vem desenvolvendo a recuperação de APPs com plantio de mudas e com isso obtendo resultados significativos e aprendendo com suas próprias experiências, e assim servindo de referência no que diz respeito a Link no Glossário reflorestamento de mata nativa.

A iniciativa da usina surgiu para o cumprimento do TAC – Termo de Ajustamento de Conduta de recuperação das APPs e preservação da Link no Glossário biodiversidade. Portanto, ao longo desses anos foram reflorestados 507 hectares com o plantio de 940 mil mudas com 75 espécies. Desse total, 70.561 mudas precisaram ser replantadas, o que traz o conhecimento da prática de que se não plantada no período adequado ou na ausência de tratos culturais para controlar mato e ervas daninhas, a muda não vinga.

Para obter uma ideia de quanto isso representa em termos de volume e custo, o preço de uma muda varia entre R$ 5 e R$ 8. Para reflorestar 40 hectares, por exemplo, foram utilizadas 80 mil mudas, ou seja, investidos um mínimo de R$ 400.000,00 na produção de 80 mil mudas.

Como forma eficiente de viabilizar todo o processo, a usina possui o seu próprio viveiro, que produz hoje anualmente 60 mil mudas. O investimento em recuperação de APP chega a R$ 800 mil/ano. Uma iniciativa como essa não é simples de ser implementada pelos produtores em geral, porém retrata que é um caminho possível.

Atualmente, a Usina São João processa 3,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, cultivadas em cerca de 40 mil hectares de terras próprias, de parceiros e de fornecedores de cana. A cada safra, produz 300 mil toneladas de açúcar e 130 milhões de litros de álcool anidro e hidratado, além de 60 mil MW de energia elétrica que garantem a autossuficiência da usina. Em 2004, obteve certificação ISO 9001 e emprega hoje 2.100 colaboradores.

Com a reforma do Link no Glossário Código Florestal, a sociedade precisa entender que as mudanças ocorridas no campo estão intrinsicamente relacionadas ao bem comum. Os Link no Glossário recursos naturais, provenientes das florestas dos quais a sociedade se beneficia, têm um custo para ser mantido e recuperado.

Fonte: http://www.redeagro.org.br

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Novo Código Florestal não influencia papel brasileiro na Rio+20

Chefe do País para a conferência diz que decisão democrática não pode ser questionada.
Luiz Silveira

A aprovação do novo Código Florestal brasileiro pode até sofrer críticas, mas não vai afetar o papel de liderança e a imagem do País na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. A avaliação é do chefe da delegação brasileira para a conferência, embaixador André Corrêa do Lago. “Há enorme diferença entre o impacto internacional do que acontece em países democráticos, com participação da sociedade e imprensa livre, e a repercussão de decisões de países em que as pessoas não têm como se manifestar”, comparou o diplomata.

Questionado sobre o assunto em um evento com jornalistas em São Paulo nesta terça-feira (10), Lago disse que o fato de o Código Florestal estar sendo votado “em instituições sólidas e com amplo debate da sociedade” impede questionamentos internacionais sobre o tema. “Nós também podemos criticar decisões de outros países, mas não podemos questionar uma decisão democrática.” Para ele, a aprovação do novo Código Florestal “é uma demonstração do vigor da sociedade civil, da força das instituições no Brasil, e ninguém pode ter mais interesse nesse assunto do que os brasileiros”.

Com a proximidade da Rio+20, o governo brasileiro começou a sofrer críticas de ambientalistas sob o argumento de que o novo Código Florestal impediria o País de cumprir metas de desmatamento e emissão de gases do efeito estufa. “A ministra do Meio Ambiente [Izabella Teixeira] e todo o governo têm sido claro que o novo Código Florestal não vai afetar o cumprimento dos acordos e metas ambientais do País”, disse Lago, que é o principal negociador brasileiro nos temas ligados ao meio ambiente.

Assim como no debate sobre o Código Florestal, Lago considera extremamente importante a participação da sociedade civil. Por pedido do governo brasileiro, haverá quatro dias dedicados à sociedade durante a Rio+20, entre os três dias de conferência preparatória e os três dias da conferência de cúpula (quando chegam os chefes de estado).

Segundo o embaixador, a ONU vai abrir um fórum digital para que toda a sociedade envie contribuições. A partir delas serão direcionados os 10 fóruns que ocorrerão durante os quatro dias da Rio+20, no período batizado de Diálogos do Desenvolvimento Sustentável. Desses diálogos sairão três recomendações da sociedade civil para os chefes de estado reunidos no Rio de Janeiro.

Apesar de os temas a serem debatidos pelos chefes de estado serem definidos, a diplomacia brasileira ainda luta para evitar que a conferência se concentre no aspecto ambiental. Os principais objetivos do Brasil são que o documento final da conferência defina oficialmente o conceito de economia verde, comprometa-se com a criação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e determine a criação de um novo órgão de alta hierarquia da ONU para cuidar do desenvolvimento sustentável – harmonizando os aspectos social, ambiental e econômico. “Não faz sentido fazer uma conferência para convencer ambientalistas da importância do meio ambiente”, defende Lago.

Rio92 versus Rio+20
Essas metas brasileiras para os resultados da conferência são bem menos objetivos e concretos que aqueles conquistados na Rio92, há 20 anos. “O fato de a nova conferência ser no Rio de Janeiro é uma ambição, por ser no mesmo lugar de uma das conferências de maior sucesso da história da ONU”, diz o embaixador. Foi da Rio92 que surgiram a Agenda 21, a Conferência sobre Biodiversidade, a Conferência sobre Desertificação e a Conferência sobre Mudanças do Clima, dentro da qual está o Protocolo de Quioto.

Mas, para ele, fazer comparações com a Rio92 é “tentador, mas inadequado”. Isso porque todas as resoluções práticas decorrentes da conferência de 1992 foram negociadas por anos antes de ser assinadas no encontro. “Já a Rio+20 é o início de um processo, e não o cume, o que permite a ela ser muito mais ambiciosa”, defende ele.

Fonte: http://www.souagro.com.br/novo-codigo-florestal-nao-influencia-papel-brasileiro-na-rio20

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Um brinde ao café

Confira uma radiografia do setor que enche as xícaras brasileiras e do exterior de aroma e sabor.
Lívia Andrade

Você sabia que 14 de abril é o Dia Internacional do Café? Para comemorar a data e parabenizar todos que trabalham direta ou indiretamente com o grão, o Sou Agro preparou esta reportagem, que é o carro-chefe do especial dedicado à bebida.

No Brasil, café é sinônimo de muitas coisas. No passado, foi um dos principais produtos da economia brasileira. Os barões do café eram os magnatas da época e representavam o poderio paulista juntamente com os produtores de leite de Minas Gerais. Daí o título política café com leite ao revezamento do poder nacional por presidentes dos dois Estados no período entre 1898 e 1930.

Arquivo Embrapa Café
Arquivo Embrapa Café

Brasil é líder na produção e exportação de café

Muito além da história, a bebida está inserida no cotidiano brasileiro e dá nome à primeira refeição do dia, o café da manhã. Além disso, a expressão “Que tal um café?” pode ser usada como convite para um bate-papo ou pretexto para uma parada no meio do expediente.  E as contribuições não param por aí.

Um estudo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) mostrou que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios que tem no café a base de sua economia é maior que os demais. No ranking mundial, o Brasil tem a liderança na produção e exportação de café.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são 360 mil propriedades produtoras do grão espalhadas por 1.800 municípios distribuídos por 12 Estados. Minas Gerais concentra 52% da produção, seguida por São Paulo com 28%. O café, que chegou a representar 80% das exportações brasileiras, hoje – com a diversificação da economia – representa 4%.  Mas sua importância não diminuiu.

Só em termos de mão de obra, a cafeicultura gera mais de oito milhões de empregos diretos e indiretos. O grande avanço do setor nas últimas décadas foi na produtividade e qualidade. “Até os anos 90, a área plantada era de 2,7 milhões de hectares e a produção estava na casa de 27 milhões de sacas, o que dava entre 10 e 11 sacas por hectare”, diz Gabriel Bartholo, gerente-geral da Embrapa Café.

“Hoje, a área caiu para 2,2 milhões de hectares e a produção aumentou para 40 milhões de sacas ano, o que rende entre 22 e 24 sacas por hectare”, explica Bartholo. Em termos de consumo, o Brasil está longe dos países nórdicos – como Finlândia, Noruega e Dinamarca, lugares em que o consumo per capita é em torno de 13 quilos de café por ano –, mas à frente de Itália, França e EUA.

De acordo, com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), no ano passado o consumo por brasileiro ano foi de 4,88 quilos, o que dá quase 82 litros da bebida por pessoa.

Diversidade
A oferta de cafés nas gôndolas dos supermercados é cada vez maior. Tal realidade é fruto das pesquisas aliadas aos avanços no processo de beneficiamento e torrefação dos grãos. Quem sai ganhando é o consumidor, que tem ao seu alcance uma variedade cada vez maior. Hoje, há cafés para todos os bolsos e gostos.

Desde o tradicional, aquele vendido embalagens do tipo travesseiro, até os da categoriapremium – também chamados de cafés especiais ou gourmet – que vêm em embalagens a vácuo. Os melhores cafés são da variedade arábica e, geralmente, recebem o adjetivo depremium por conta dos cuidados especiais no processo produtivo – trato da lavoura, colheita seletiva dos grãos cereja, beneficiamento e torrefação adequados – que repercutem numa bebida de qualidade superior.

Além disso, a diversidade de regiões produtoras garante ao consumidor opções diferentes ao paladar. Para quem prefere um café encorpado, com acidez acentuada, o ideal é o café de altitude. Exemplo: café das montanhas de Minas. Já o café do cerrado é indicado para aqueles que gostam de uma bebida mais aromática e doce. Basta você provar todas as opções e escolher a que mais lhe agrada.

Fonte: http://www.souagro.com.br/um-brinde-ao-cafe

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